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BRINDES & MÍDIA

RADAR KB · EDIÇÃO 03

A campanha termina.
O objeto continua.

Quando há utilidade, qualidade e coerência, o brinde deixa de ser lembrança e passa a trabalhar como mídia na rotina.

JUL 202614 MIN DE LEITURAPOR RADAR KB
UTILIDADEgera permanênciaQUALIDADEtransfere percepçãoCIRCULAÇÃO

Da ação no ponto de venda ao kit para colaboradores, o produto promocional deixou de ser apenas uma lembrança. Quando possui utilidade, qualidade e conexão com o público, ele continua divulgando a marca muito depois do encerramento da campanha.

O mercado publicitário brasileiro começou 2026 em ritmo acelerado.

Nos primeiros três meses do ano, as 297 agências participantes do Painel Cenp-Meios movimentaram R$ 5,5 bilhões em investimentos de mídia, crescimento de 18,3% sobre o primeiro trimestre de 2025.

O resultado, divulgado pelo Cenp em julho de 2026, reforça que as empresas continuam buscando visibilidade e conexão com os consumidores. Mas, em um cenário marcado pelo excesso de anúncios, notificações e conteúdos, cresce também a dificuldade de permanecer na memória do público.

É justamente nesse ponto que os produtos promocionais ganham uma função estratégica.

Diferentemente de um anúncio que desaparece quando a campanha termina, um objeto útil pode continuar presente na mesa, no carro, na bolsa, na empresa ou na rotina doméstica.

Enquanto for utilizado, a marca permanece circulando.

O consumidor não quer apenas mais um produto

Um estudo publicado pela Promotional Products Association International em junho de 2026 analisou o comportamento de mais de 3.400 consumidores norte-americanos depois que eles receberam um produto promocional.

Embora a pesquisa tenha sido realizada nos Estados Unidos, seus resultados ajudam a compreender critérios de comportamento relevantes para campanhas em diferentes mercados.

Quando perguntados sobre a principal razão para manter um produto personalizado, 55,2% dos consumidores responderam que o item era útil no dia a dia.

Em seguida apareceram:

  • alta qualidade, com 21,4%;
  • aparência ou estilo, com 11,8%;
  • significado ou cuidado percebido, com 6,1%;
  • afinidade com a marca, com 5,6%.

O dado central é direto: antes de funcionar como mídia, o objeto precisa funcionar como produto.

Se não houver uma razão para mantê-lo, a exposição da marca termina rapidamente.

Utilidade é o ponto de partida

Na mesma pesquisa, 42,7% dos entrevistados disseram utilizar regularmente os produtos promocionais que mantêm, enquanto 44,2% afirmaram utilizá-los ocasionalmente.

Somados, os dois grupos representam quase 87% dos participantes.

Esse uso recorrente transforma o objeto em um ponto de contato permanente. Uma campanha que inicialmente duraria alguns dias pode continuar aparecendo durante semanas, meses ou até anos.

Mas o efeito depende de uma escolha adequada.

A utilidade não significa apenas oferecer objetos de uso universal. Ela também pode surgir quando o produto está relacionado ao contexto da campanha.

Uma bolinha antiestresse, por exemplo, pode ter grande coerência em ações de:

  • saúde mental;
  • qualidade de vida;
  • ergonomia;
  • SIPAT;
  • campanhas internas;
  • ambientes de atendimento;
  • convenções com atividades de interação.

Nesse caso, a função do produto reforça a própria mensagem da ação.

A personalização deixa de ser somente uma logomarca colocada sobre um objeto. Ela passa a integrar uma experiência.

O que não é útil perde espaço rapidamente

O mesmo levantamento de 2026 perguntou por que os consumidores descartavam ou repassavam produtos promocionais.

A falta de utilidade apareceu em primeiro lugar, mencionada por 37,9% dos entrevistados. Em seguida vieram:

  • baixa qualidade, com 26,6%;
  • excesso de itens semelhantes, com 23,9%;
  • falta de identificação com o estilo, com 10,1%;
  • ausência de afinidade com a marca, com 1,5%.

Os números mostram um problema comum no planejamento de campanhas: escolher o produto apenas porque ele cabe no orçamento.

O menor custo unitário pode parecer vantajoso na planilha, mas perde valor quando o item é descartado rapidamente ou permanece esquecido em uma gaveta.

A economia inicial reduz o tempo de circulação da marca.

Por outro lado, escolher simplesmente o produto mais caro também não garante resultado. Um objeto de alta qualidade, mas sem relação com o público, pode ter desempenho inferior a uma opção mais simples e adequada.

A decisão precisa considerar custo, aplicação e permanência.

Qualidade interfere na percepção da marca

A utilidade faz o consumidor manter o produto. A qualidade interfere naquilo que ele pensará sobre a empresa enquanto utiliza esse objeto.

Em uma pesquisa anterior da PPAI, publicada no final de 2025, 90% dos consumidores afirmaram que receber um produto promocional melhora sua percepção sobre a marca. Outros 83% disseram sentir-se valorizados ao receber o item.

Porém, o efeito também pode acontecer no sentido contrário.

Materiais frágeis, acabamento ruim, personalização ilegível ou um produto que não cumpre sua função podem transferir uma percepção negativa para a empresa que o distribuiu.

Isso acontece porque o consumidor nem sempre separa o objeto da marca impressa nele.

Se a experiência é positiva, a marca recebe parte desse valor. Se o produto decepciona, a imagem da organização pode ser prejudicada.

Por isso, um brinde não deve ser avaliado somente no momento da compra. É preciso imaginar como ele estará depois de alguns dias de utilização.

O produto físico também pode estimular ações digitais

A pesquisa de 2026 mostra que a influência dos produtos promocionais não termina no uso físico.

Entre os consumidores entrevistados:

  • 47,6% pesquisaram a marca depois de receber um produto;
  • 41,8% visitaram o site da empresa;
  • 38,5% realizaram uma compra;
  • 38% falaram sobre a marca;
  • 22,3% começaram a acompanhá-la nas redes sociais.

Isso indica que o objeto pode funcionar como uma ponte entre a experiência física e os canais digitais.

Uma campanha bem planejada pode combinar:

  • produto personalizado;
  • endereço do site;
  • QR Code;
  • página específica da campanha;
  • conteúdo complementar;
  • benefício para cadastro;
  • convite para redes sociais;
  • mecanismo de acompanhamento.

O importante é que a integração digital não prejudique o visual nem transforme o produto em um painel carregado de informações.

A marca deve estar clara, mas o objeto precisa continuar atraente.

Logomarca maior não significa mais lembrança

Existe uma tendência de aproveitar toda a área disponível para aumentar o logotipo ou incluir muitas mensagens.

Entretanto, um produto promocional não precisa parecer um anúncio tradicional para divulgar uma empresa.

Quando a personalização é exagerada, o consumidor pode evitar utilizar o item em público. Isso reduz justamente a circulação que a campanha pretendia criar.

A melhor solução depende do objetivo:

  • campanhas institucionais podem utilizar a identidade visual de forma elegante;
  • ações educativas podem destacar uma mensagem curta;
  • campanhas internas podem valorizar pertencimento;
  • eventos podem trabalhar nome, tema e data;
  • lançamentos podem conectar o produto ao conceito apresentado.

A personalização precisa ser visível o suficiente para gerar reconhecimento, mas equilibrada para não reduzir o desejo de uso.

Como escolher um produto que continue circulando

Antes de aprovar um item promocional, marcas, agências e vendedores podem utilizar cinco critérios.

1. Relevância

O objeto se relaciona com o público e com o contexto da campanha?

2. Utilidade

Existe uma razão concreta para o consumidor manter ou utilizar o produto?

3. Qualidade percebida

O acabamento, o material, as cores e a personalização transmitem cuidado?

4. Circulação

O produto será utilizado em ambientes nos quais outras pessoas poderão ver a marca?

5. Coerência

O item ajuda a comunicar o propósito da ação ou foi escolhido somente pelo preço?

Quanto mais respostas positivas, maior a possibilidade de o produto continuar trabalhando depois da entrega.

A indústria também participa da estratégia

Para que um objeto funcione como mídia, a ideia da campanha precisa ser tecnicamente viável.

Cores, tamanho da gravação, área de personalização, formato, acabamento, prazo e quantidade influenciam o resultado. Quando a indústria participa desde o início, pode orientar sobre limitações e oportunidades antes da aprovação final.

A Kevinbrinq atua nesse ponto ao aproximar sua produção de brindes personalizados em vinil das necessidades de vendedores, agências e marcas.

Produtos como bolinhas e corações antiestresse podem ser utilizados em campanhas de saúde, conscientização, qualidade de vida, eventos e relacionamento. A possibilidade de trabalhar cores e personalizações permite conectar o objeto à identidade da ação.

A contribuição mais importante da indústria, porém, não está apenas em produzir. Está em ajudar a verificar se a aplicação imaginada realmente funcionará no produto.

Essa análise reduz retrabalho e aumenta a possibilidade de o item cumprir sua função depois de entregue.

O produto deve nascer junto com a campanha

Muitas empresas deixam a escolha do brinde para o final do planejamento.

Primeiro definem a mensagem, a identidade, o evento e os canais. Somente depois procuram algum objeto que caiba no orçamento restante.

Essa ordem reduz as possibilidades estratégicas.

Quando o produto é pensado desde o início, ele pode participar do conceito da campanha. A equipe consegue considerar sua função, personalização, distribuição e integração com os demais canais.

Uma campanha de saúde mental pode utilizar um objeto tátil ligado ao controle da tensão. Uma ação esportiva pode trabalhar formatos relacionados ao esporte. Uma campanha de conscientização pode aplicar cores e mensagens que continuem visíveis depois do evento.

O objeto deixa de ser um complemento e passa a ser parte da comunicação.

O retorno precisa ser medido

Nem sempre é possível calcular quantas vezes uma pessoa utilizou um brinde. Mesmo assim, existem maneiras de avaliar seu desempenho.

A empresa pode acompanhar:

  • acessos por QR Code;
  • visitas a páginas específicas;
  • cadastros;
  • uso de cupons;
  • publicações nas redes sociais;
  • respostas de colaboradores;
  • percepção dos participantes;
  • pedidos posteriores relacionados à campanha;
  • tempo de permanência do produto.

Também é possível perguntar diretamente aos participantes se o item foi útil e se continuou sendo utilizado.

Essas informações ajudam a melhorar as campanhas seguintes e evitam que a escolha permaneça baseada apenas em preferência pessoal.

Um objeto pode continuar trabalhando depois do evento

A expansão dos investimentos em publicidade mostra que as marcas continuam dispostas a comunicar. O desafio é transformar esse investimento em presença relevante.

Produtos promocionais não substituem televisão, internet, mídia exterior ou redes sociais. Eles cumprem outra função: tornam a comunicação física, próxima e repetida pelo uso.

Quando um objeto possui utilidade, qualidade e coerência, ele deixa de ser apenas uma lembrança distribuída no final da ação.

Ele passa a ocupar um lugar na rotina.

E, cada vez que volta a ser usado, a campanha reaparece.

Checklist do brinde que funciona como mídia

  • O produto resolve alguma necessidade?
  • Faz sentido para o público da campanha?
  • Está relacionado à mensagem da ação?
  • Possui acabamento adequado?
  • A personalização está clara e equilibrada?
  • É algo que o público desejará manter?
  • Pode ser utilizado mais de uma vez?
  • Existe integração com algum canal digital?
  • O fornecedor confirmou a viabilidade?
  • Há uma forma de medir o resultado?

Fontes consultadas

RADAR KB · BRINDES

Útil para a pessoa.
Presente para a marca.

O melhor brinde não é apenas o que cabe no orçamento: é aquele que faz sentido, circula e continua sendo usado.

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